segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sorriso

Foram ficando miúdos os olhos
Cada vez menores e menores
Pequenos a ponto de não mais ver
De esvair-se o mundo no escurecer

Com eles já inexistentes
Senti o óbvio tão buscado
O mundo todo com mais vida
A vida toda sem passado

Que azar o meu, que final!
Abri os olhos sem querer
Desejei não estivesse tudo igual

Mas que engano, pobre de mim!
Vieram as cores, massacre de luz
E então não havia tanta vida assim


Laís Leite

3 comentários:

crap disse...

a vida é superestimada.

Ana Clara disse...

Sempre acontecem surpresas, sejam boas ou ruins, ruim é que nunca sabemos ;~~

Georgina disse...

uuh!

Os olhos, espelho do eu.
Caixa de surpresa desmascaradora.

lindo!