sábado, 21 de junho de 2008

Apocalipse

O sol não nasceu
Ao contrário, escureceu
Não vejo nenhuma luz
A cidade emudeceu

A lua já não existe
O céu é a porta para o infinito
Sem estrelas, sem cometas
Sem nada, sem planetas

O mar agora é gelo
e os rios estão salgados
Das florestas fez-se o deserto
Do deserto, um descampado

Os pássaros já se foram
não se ouve som algum
Os peixes apodreceram
Não existe animal nenhum

Já não se enxergam as pessoas
Pois a luz não se sabe mais fazer
Já não há conversas, também não sabem como comer
Não sonham, não sabem como sonhar...

De repente um clarão
Eis que se vê um cometa
O único que restou
O último: sua redenção



Laís Leite